Blog

Tendências de consumo

Tendências de consumo



Mais engajados, politizados, vulneráveis a preço e abertos a novidades. Assim estão os brasileiros após mais um ano de recessão econômica e de dificuldades financeiras. Apesar da situação preocupar muitos varejistas por conta da instabilidade nas vendas, o momento, na verdade, é de observar o novo comportamento que começa a se desenhar e aprender com ele.

As novas formas de convivência, impulsionado pelos novos arranjos familiares, também impactam diretamente o consumo residencial, o que cobra das empresas iniciativas para atender essas novas necessidades. Veja a seguir as quatro tendências que devem impactar o consumo neste ano, segundo a Mintel:

1 – Heróis da Pechincha

O brasileiro aprendeu que pode compartilhar, trocar ou alugar coisas que antes ele acessava apenas comprando.

Canais na internet como o “Tem açúcar?” permite que vizinhos emprestem ou doem objetos que estejam sem utilidade, o que desestimula o consumo desnecessário.

Plataformas de hospedagem como o Airbnb, que já fechou parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro oferece hospedagem alternativa.

O e-commerce Dress &Go, aluga roupas de grife pela internet.

Em grandes cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, já existem espaços que dão ao cliente a autonomia para pagarem o quanto quiserem, como o carioca Curto Café. Em Curitiba, no restaurante Ecozinha, o freguês paga o quanto quiser também.

2 – Sede por mais

Um dos grandes aprendizados trazidos pela dificuldade é que ações sustentáveis contribuem para economizar. O nível de consciência deve ganhar ainda mais força em 2016. Ao constatar que a economia de água e luz impacta diretamente o bolso e não apenas a eficiência energética, o brasileiro passa a repensar seus hábitos e ainda estimular que seus pares façam o mesmo.

A indústria também começou a fazer o seu papel e passou a assumir uma posição de consultor, educando os consumidores em ações de gestão de resíduos. Produtos em tamanhos mais eficientes também foram colocados no mercado.

3 – Ocupe Brasil

Mais antenados com o que está acontecendo ao redor, os brasileiros estão aprendendo a reclamar e a abraçar causas que promovam o bem comum. E as marcas não podem ficar alheias a esse movimento. Além de se posicionarem ao lado dos consumidores, as companhias devem estar atentas às próprias práticas, já que este novo momento exige mais transparência.

A operadora de telefonia Oi apoia a iniciativa governamental Cinema Sem Teto, que organiza sessões de cinema para comunidades carentes.

A marca de roupa masculina Reserva se uniu à plataforma social Tá No Mapa para criar uma linha de camisetas que apresentam mapas do Rio de Janeiro, incluindo alguns dos bairros mais pobres da cidade. O objetivo da linha de roupas é chamar a atenção para as favelas do Rio.

4 – Famílias alternativas

A forma como os brasileiros vivem está ganhando novos contornos e isso tem impacto direto no consumo. Os novos arranjos familiares transformaram a realidade e o que antes era visto como tradicional começa a ganhar outras formas. A maior expectativa de vida leva novas exigências aos lares, por conta das necessidade específicas dos idosos. A saída da mulher para o mercado de trabalho exige do homem maior participação dos afazeres domésticos e a união LGBT deu ao casamento novas definições. Os animais de estimação também estão ocupando cada vez mais espaço. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2015, existem 52.2 milhões de cachorros de estimação no Brasil, enquanto o número de crianças entre 0-14 anos chega a 44.9 milhões.

É indiscutível que a necessidade leve os consumidores a abraçar campanhas audaciosas com as descritas, que mostram novos níveis de valores de uma mentalidade mais aberta. As marcas que ressoarem mais com os consumidores se destacarão na multidão.

Fonte: Mundo do Marketing


Consumo,Mercado,Tendências

Comentários

Doe você também. Muita gente precisa da sua ajuda. Parceiros do Médicos sem Fronteiras